Tomando como ponto de partida o fato de que as crianças ficam expostas durante muitas horas na frente da TV, do videogame e do computador e considerando que o aprendizado não é o resultado de apenas memorização, mas acima de tudo a habilidade de conectar e manipular informações tornando-as conhecimento, pergunta-se:
As tecnologias digitais incorporadas nos jogos eletrônicos podem trazer benefícios ou prejuízos escolares às crianças? Argumente sua resposta buscando pelo menos 3 autores na Internet que deverão ser referenciados.
Jogos eletrônicos: benefícios ou prejuízos escolares às crianças?Os jogos eletrônicos vêm crescendo cada vez mais entre as crianças e adolescentes, tanto jogos no computador, nos telefones e mini-games. Muitos ficam fascinados, “concentrados” e isolados do ambiente em que se encontram. Mas contrapondo esta “concentração”, percebe-se que é uma concentração visual e não aquela que desenvolve seu raciocínio lógico. Um dos motivos é que a partir em que se começa um jogo, suas etapas são sempre repetitivas, da mesma forma que a habilidade em que a criança adquire para passar para outra fase.
No mercado estão faltando jogos educativos como jogos de tabuleiro (ex: jogo de xadrez). Até existem jogos educativos, mas poucos, on-line e grátis. Mas, mesmo um adolescente, que joga vídeo games, pode ter uma vida saudável, estabelecendo limites entre o jogo e a vida real.
Dos jogos eletrônicos, os que mais surgem são os jogos violentos, mas para os adeptos, estes jogos não são motivos que influenciam na violência do dia-a-dia, ou no aprendizado das crianças. Veja a citação de Flausino: “A minha opinião é que um jogador consciente nunca viraria um criminoso só por causa de um jogo, fora que em épocas normais a própria imprensa exalta a violência nas grandes metrópoles, com reportagens sobre isso (e isso poderia influenciar as pessoas também)”. Já, Tavares ressalta comentários de crianças, tentando demonstrar um certo discernimento entre o certo e o errado: “Às vezes, a gente fica jogando até tarde e chega à escola com sono. Isso é ruim. Mas também aprendemos muito, por exemplo, palavras em inglês”, explicam meninos e meninas da turma do 1° ano do 3° ciclo (antiga 6ª série) da Escola Municipal Emílio Carlos, em Guadalupe, Zona Norte do Rio.
Em Fortaleza, a terapeuta ocupacional Marilene Munguba constatou que os pequenos aficionados pelos jogos desenvolvem habilidades de aprendizado interessantes.
Acompanhando o dia-a-dia de meninos e meninas de classes sociais diferentes nas locadoras de videogame - na época da pesquisa, 2000, as lan houses não eram tão populares - ela pôde perceber que a principal característica despertada pelo ato de jogar é a capacidade de aprender através da vivência com o jogo. Em vez de ler manuais ou instruções, os “game boys” aprendem as regras do jogo da melhor maneira, jogando. “Eles desenvolvem uma meta cognição, é o aprender, aprendendo. Se ele perde o jogo, ele já sabe como errou e, da próxima vez, não cometerá mais o mesmo erro”, observa a professora.
O problema é que as crianças e jovens vêm trocando a escola e as brincadeiras da infância pelas chamadas “LAN Houses”, lojas com computadores. Talvez o aspecto mais tenebroso desses comportamentos irresponsáveis – por parte das crianças, mas também por parte dos donos dessas casas – é a ausência às aulas. Quando deixam de ir à escola, os jovens estão gastando potencialidades que, muitas vezes, ser-lhes-iam imprescindíveis para atividades escolares ou mesmo para alimentação. Outro aspecto importante é a redução do rendimento escolar. Diversos estudos foram feitos nesse sentido, sempre apontando piores qualificações e maior desatenção por parte daqueles que constantemente se envolviam com jogos eletrônicos.
É necessário estabelecer formas de controle para evitar a renovação desses prejuízos à infância e à juventude e, enfim, a toda sociedade. É certo que crianças e adolescentes devem ter direito ao acesso à cultura, à educação, à diversão e aos espetáculos públicos, mas quando a diversão passa a constituir motivo prejudicial à sua formação intelectual, moral e instrutiva, faz-se necessário à imposição de limites a esses equívocos. Incontestável o caráter de diversão, distração e até em certos casos, educativo e desenvolvimentista de habilidades mentais, como rapidez de raciocínio e memória, proporcionado por alguns jogos eletrônicos.
Ora, não é sem razão que os cassinos são proibidos neste país, mesmo os jogos permitidos no Brasil são, muitas vezes, causadores de graves problemas sociais. Como se sabe, estes jovens estão em “situação de risco”, sendo imprescindível, portanto, que recebam cuidados e proteções especiais da sociedade e do Estado.
Retirado da página:
TAVARES, Marcus. Tempo de exposição a games violentos preocupa professores. Disponível na Internet, no endereço: http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/2007/08/22/tempo-de-exposicao-a-games-violentos-preocupa-professores. Acesso em 21/09/2007.
RODRIGUES, Naiana. De vilão a mocinho. Disponível na internet, no endereço: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=468515 . Acesso em 21/09/2007.
FLAUSINO, Rodrigo.Vantagens e desvantagens dos games. Disponível na Internet, no endereço: http://www.rodrigoflausino.com/blog/categorias/tecnologia/games/vantagens-e-desvantagens-dos-games/. Acesso em 21/09/2007.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Alunos criam apresentações no Power Point
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Análise do conto “A terceira margem do rio (Conto de Primeiras estórias)”, Guimarães Rosa
TRABALHO DE TEORIA DA LITERATURA II
A terceira margem do rio, da obra Primeiras estórias, de Guimarães Rosa, conta a história de um homem que evade de toda e qualquer convivência com a família e com a sociedade, preferindo a completa solidão do rio, lugar em que, dentro de uma canoa, passa o resto de sua vida, mostrando, também, o tempo cronológico que é um longo período, a vida do narrador.
O narrador é narrador-personagem e nos dá a conhecer um ser humano cujos ideais de vida divergem dos padrões aceitos como normais. Trata-se do pai do narrador, o qual com sua atitude obstinada, ao mesmo tempo, afronta e perturba seus familiares e conhecidos, que se vêem obrigados a questionar as razões de seu isolamento e alienação. “Sei que agora é tarde, e temo abreviar com a vida, nos rasos do mundo. Mas, então ao menos, que, no artigo da morte...”Aí, percebe-se que a temática é a morte.
Os personagens são: filho (narrador-personagem), pai (“virara cabeludo, barbudo, de unhas grandes, mal e magro, ficado preto de sol e dos pêlos, com aspecto de bicho, conforme quase nu, mesmo dispondo das peças de roupas que a gente de tempos em tempos fornecia”), mãe, irmã, irmão, tio (irmão da mãe), mestre, Padre, dois soldados e jornalistas.
Esses personagens, sem nomes, acabam se caracterizando como tipos sociais, por suas funções na história. A observação desse aspecto já mostra, no pai, a tendência ao isolamento. Sempre fora a mãe a responsável pelo comando prático da família. O pai, sempre quieto. O filho e narrador não foi aceito na infância para companheiro do pai no seu desafio. Na maturidade, quando tem a oportunidade, acha não estar preparado para ir rumo ao desconhecido, no lugar do pai.
O ambiente em que a história se passa é num rio, demonstrando também a área rural “Mandou vir o tio, irmão dela, para auxiliar na fazenda...”. “... aproava a canoa no brejão, de léguas, que há, pó entre juncos e mato, e só ele conhece-se, a palmos a escuridão daquele...”.
Outro detalhe é a oralidade é reproduzida na fala do narrador: “Do que eu mesmo me alembro, ele não figurava mais estúrdio nem mais triste do que os outros, conhecidos nossos. Só quieto. Nossa mãe era quem ralhava no diário com a gente.”
Com frases, curtas e independentes, garante um ritmo lento e pausado à leitura: “Ele me escutou. Ficou em pé. Manejou remo n'água, proava para cá concordando.”.
"Cê vai, ocê fique, você nunca volte!" Nesta citação podemos perceber o lado poético do conto. Já a antítese "perto e longe de sua família dele", além do próprio caráter metafórico do rio.
Neste conto o tempo cronológico é de um longo período, toda a vida do narrador. Mas a intensidade com que as impressões e o amadurecimento do narrador são trabalhados dão enfoque ao tempo psicológico. “Nosso pai era um homem cumpridor, ordeiro, positivo, e sido assim, desde mocinho, e menino, pelo que testemunharam as diversas sensatas pessoas, quando indaguei a informação. Do que eu me alembro, ele não figurava mais estúrdio nem mais triste do que os outros, conhecidos nossos. Só quieto. Nossa mãe era quem regia...” “ A gente teve de se acostumar com aquilo.”
O interessante a ser notado é que o narrador, quando criança, queria embarcar com o pai. Este o impediu. Adulto, intui o porquê da busca do pai e, chegando-se à margem do rio, diz que quer substituí-lo. É o único momento em que o velho se manifesta, indo em direção à margem. No entanto, o narrador fica com medo da imagem do pai, que parecia vir do outro mundo. Foge. “ Por pavor, arrepiados os cabelos, corri, fugi, me tirei de lá, num procedimento desatinado.”. Por isso, torna-se a única personagem fracassada, pois não foi capaz de superar seu medo e ficar no lugar do pai.
Por fim, podemos considerar “A terceira margem do rio” como um conto pela sua brevidade nas ações, pela sua clareza, além de possuir poucos personagens, causar um efeito singular no leitor e despertar emoções.
Referência bibliográfica:
ROSA, Guimarães. A terceira margem do rio. In: _____. Primeiras estórias. Rio de
Janeiro: J. Olympio, 1981. p. 27-32.
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=GUIMAR%C3%83ES_ROSA&action=edit
http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=resumos/docs/aterceiramargemdorio
A terceira margem do rio, da obra Primeiras estórias, de Guimarães Rosa, conta a história de um homem que evade de toda e qualquer convivência com a família e com a sociedade, preferindo a completa solidão do rio, lugar em que, dentro de uma canoa, passa o resto de sua vida, mostrando, também, o tempo cronológico que é um longo período, a vida do narrador.
O narrador é narrador-personagem e nos dá a conhecer um ser humano cujos ideais de vida divergem dos padrões aceitos como normais. Trata-se do pai do narrador, o qual com sua atitude obstinada, ao mesmo tempo, afronta e perturba seus familiares e conhecidos, que se vêem obrigados a questionar as razões de seu isolamento e alienação. “Sei que agora é tarde, e temo abreviar com a vida, nos rasos do mundo. Mas, então ao menos, que, no artigo da morte...”Aí, percebe-se que a temática é a morte.
Os personagens são: filho (narrador-personagem), pai (“virara cabeludo, barbudo, de unhas grandes, mal e magro, ficado preto de sol e dos pêlos, com aspecto de bicho, conforme quase nu, mesmo dispondo das peças de roupas que a gente de tempos em tempos fornecia”), mãe, irmã, irmão, tio (irmão da mãe), mestre, Padre, dois soldados e jornalistas.
Esses personagens, sem nomes, acabam se caracterizando como tipos sociais, por suas funções na história. A observação desse aspecto já mostra, no pai, a tendência ao isolamento. Sempre fora a mãe a responsável pelo comando prático da família. O pai, sempre quieto. O filho e narrador não foi aceito na infância para companheiro do pai no seu desafio. Na maturidade, quando tem a oportunidade, acha não estar preparado para ir rumo ao desconhecido, no lugar do pai.
O ambiente em que a história se passa é num rio, demonstrando também a área rural “Mandou vir o tio, irmão dela, para auxiliar na fazenda...”. “... aproava a canoa no brejão, de léguas, que há, pó entre juncos e mato, e só ele conhece-se, a palmos a escuridão daquele...”.
Outro detalhe é a oralidade é reproduzida na fala do narrador: “Do que eu mesmo me alembro, ele não figurava mais estúrdio nem mais triste do que os outros, conhecidos nossos. Só quieto. Nossa mãe era quem ralhava no diário com a gente.”
Com frases, curtas e independentes, garante um ritmo lento e pausado à leitura: “Ele me escutou. Ficou em pé. Manejou remo n'água, proava para cá concordando.”.
"Cê vai, ocê fique, você nunca volte!" Nesta citação podemos perceber o lado poético do conto. Já a antítese "perto e longe de sua família dele", além do próprio caráter metafórico do rio.
Neste conto o tempo cronológico é de um longo período, toda a vida do narrador. Mas a intensidade com que as impressões e o amadurecimento do narrador são trabalhados dão enfoque ao tempo psicológico. “Nosso pai era um homem cumpridor, ordeiro, positivo, e sido assim, desde mocinho, e menino, pelo que testemunharam as diversas sensatas pessoas, quando indaguei a informação. Do que eu me alembro, ele não figurava mais estúrdio nem mais triste do que os outros, conhecidos nossos. Só quieto. Nossa mãe era quem regia...” “ A gente teve de se acostumar com aquilo.”
O interessante a ser notado é que o narrador, quando criança, queria embarcar com o pai. Este o impediu. Adulto, intui o porquê da busca do pai e, chegando-se à margem do rio, diz que quer substituí-lo. É o único momento em que o velho se manifesta, indo em direção à margem. No entanto, o narrador fica com medo da imagem do pai, que parecia vir do outro mundo. Foge. “ Por pavor, arrepiados os cabelos, corri, fugi, me tirei de lá, num procedimento desatinado.”. Por isso, torna-se a única personagem fracassada, pois não foi capaz de superar seu medo e ficar no lugar do pai.
Por fim, podemos considerar “A terceira margem do rio” como um conto pela sua brevidade nas ações, pela sua clareza, além de possuir poucos personagens, causar um efeito singular no leitor e despertar emoções.
Referência bibliográfica:
ROSA, Guimarães. A terceira margem do rio. In: _____. Primeiras estórias. Rio de
Janeiro: J. Olympio, 1981. p. 27-32.
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=GUIMAR%C3%83ES_ROSA&action=edit
http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=resumos/docs/aterceiramargemdorio
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Assinar:
Postagens (Atom)
